|
Partimos de Cancún rumo à Cidade do México, com mais ou menos
1.850 km pela frente. Nossa primeira parada durante o percurso
foi Mérida, uma charmosa cidade colonial fundada em 1542 pelo
conquistador Francisco de Montejo, sobre as ruínas de uma aldeia
maia.
O nome Mérida é uma homenagem a cidade homônima na Espanha que
abriga ruínas romanas. Importante durante o período colonial
espanhol, Mérida voltou a ter destaque no inicio do século 20,
quando viveu um período de prosperidade econômica decorrente da
cultura do sisal, usado na produção de cordas. Dizia-se na época
que Mérida abrigava mais milionários por quilômetro quadrado do
que qualquer outro lugar do mundo.
Hoje, Mérida é uma cidade industrial, além de centro comercial,
cultural e universitário. A antiga prosperidade do lugar se
reflete nas suas grandes mansões, parques, praças e estátuas. Na
praca Central, mais conhecida como Zocalo, há muitas atrações e
é possível assitir desde espetáculos de danças típicas mexicanas
até shows de jazz. Rodeada por mansões, pelo Palácio Municipal,
pelo Palácio do Governo, pela Catedral e por muitos bares e
restaurantes, a praca tem um astral único.
A Catedral de Mérida começou a ser erguida no início de 1560 e
ficou pronta em 1598. As portas com arcos na imponente fachada
conduzem ao sublime interior com teto abaulado e arcos
entrecruzados. Atrás do altar-mor há uma enorme e imponente
estátua de madeira com a imagem de Jesus Cristo.
Outros lugares em Mérida que também valem a visita são: o Templo
de La Tercera Orden, que fica em uma pitoresca praça que reúne
músicos e artesões; o Teatro José Peón Contreras, que foi
erguido na virada do século 20; o Arco de San Juan; a Casa de
Montejo, o primeiro palácio dos governadores espanhois e o Museu
de Antropologia e História, que tem um dos mais importantes
acervos pré-colombianos do estado de Yucatán.
|