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Saímos de Chinandega
em direção ao sul do país, mais especificamente à uma praia
paradisíaca, de difícil acesso e com altas ondas chamada Popoyo.
Com essas ótimas credenciais do lugar, pegamos a rodovia
Panamericana, que cruza o país, com a curiosidade aguçada sobre
o novo pico. A Nicarágua não possui uma rodovia que contorne o
seu litoral, como outros países da América Central pelos quais
passamos e, por essa razão, ainda há uma infinidade de praias
quase intocadas. Popoyo e seus arredores fazem parte desse
grupo. Pela dificuldade do acesso, são pouco mais de 30 Km em
uma estrada de terra, passando por rios, que na época das chuvas
ficam quase intransponíveis, e muita natureza ainda selvagem,
Popoyo guarda um aspecto de paraíso perdido, esquecido no tempo,
porém, não sabemos até quando, pois o turismo e a especulação
imobiliária são uma crescente no país.
O vilarejo possui uma
rua de terra onde estão as poucas pousadas e o único restaurante
do local. A praia é de areias vulcânicas e o mar possui tons que
variam do verde esmeralda ao azul profundo. Um rio de águas
cristalinas desemboca no mar dando um charme adicional à este
pedaço do paraíso.
No canto esquerdo há
um costão de pedras que nos proporcionou uma das cenas mais
bonitas da viagem. Durante a maré baixa a água fica acumulada
nas irregularidades do solo, formando pequenos espelhos d’água
que, durante o pôr do sol, refletem a cor do céu, impressionando
todos aqueles que tem o privilégio de assistir à esse presente
da natureza. Ao lado desse costão, uma pequena enseada de areias
rosadas é outra esplêndida surpresa que o lugar reserva.
Além de toda a beleza
já descrita, Popoyo ainda nos surpreendeu com agradáveis dias de
surf. Direitas e esquerdas tubulares com muita qualidade quebram
sobre uma rasa bancada de corais por quase toda a extensão da
praia. Pela proximidade com o Lago Nicarágua, o vento sopra
terral o dia inteiro deixando as ondas com uma formação
irretocável a qualquer hora do dia durante praticamente o ano
todo.
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