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Porque
 

 

Guatemala

 

Xela - San Marcos - Antigua - Vulcão

 

San Marcos do Atitlán

Era finalmente segunda feira em Xela. Isto significava bancos abertos e o fim da pendura do fim de semana. Na Guatemala, não existem casas de cambio e praticamente nada funciona aos domingos. Com alguns Quetzales no bolso pudemos seguir caminho. O nosso próximo destino seria San Marco La Laguna, místico vilarejo no lago Atitlán.

De volta a pan-americana dirigimos ate o km 148, onde iniciamos o trajeto que nos levaria a um dos treze pequenos povoados nas margens do lago. Logo após a saída da grande carreteira nos deparamos com uma estreita e sinuosa estrada em declive entre montanhas e vulcões. Atitlán esta em um nível bem mais baixo do que a estrada principal e é rodeado por três vulcões, o San Pedro, o Toliman e o Atitlán.  

O dia era de neblina e chuva, mas no percurso era difícil definir o que nos surpreendia mais, a natureza a nossa volta, a velocidade que o chichen bus a nossa traseira fazia as curvas, o cheiro de pneu queimado pelas constantes e necessárias freadas, ou a forca com que crianças, adultos e velhinhos indígenas, vestidos em seu típico traje, faziam ao carregar montanha abaixo, pesadas trouxas de lenha nas costas, curiosamente presas na cabeça como suporte. Essa ultima cena nos retratava, que infelizmente, a condição do indígena na Guatemala é ainda de uma vida difícil e sofrida.

A chegada no lago Atitlán é deslumbrante. Apesar da chuva descobrimos alguns quilômetros antes de chegar em San Marco a imensidão do lago. A cor azul de suas águas foi uma surpresa guardada para a manha ensolarada do dia seguinte. Depois de nos perdermos um pouco pelo primeiro povoado indígena que passávamos achamos nosso caminho ate a San Marcos do turista. Os indígenas não moram a beira das águas, tementes das enchentes na época das chuvas. Diz-se que o lago sobe bastante, levando tudo.  A área destinada ao turista, entretanto, esta exatamente situada às margens do lago.

Por um pequeno caminho na natureza e ainda de baixo de forte chuva, encontramos um adorável hotel entre as inúmeras arvores, que nos ofereceu três camas em uma pequena casa de madeira bem parecida com as da Branca de Neve do Walt Disney, aulas de yoga ministradas por uma brasileira e as facilidades de uma sauna Maia. Fomos checar o que seria a sauna. Trata-se de uma construção pequena em forma de uma casa bem baixa, a porta de entrada é tão pequena que um adulto tem que se encolher todo pra passar. Curiosamente apesar do tamanho por fora, por dentro a sauna é confortável e o aroma de ervas típica, agradável. 

San Marco é um pequeno e calmo vilarejo. As poucas construções a cerca do lago, e ao meio das arvores, são pequenos hotéis, na sua maioria de propriedade estrangeira, que oferecem cursos de meditação, massagens de todos os tipos, shiatsu, reiki, aulas de yoga, jogo de taro e a sauna Maia. A mais mística das pousadas oferece cabanas na forma de pirâmides e curso de um mês de meditação lunar.  

O lago é limpo e se pode nadar. O visual é o da água azul do lago e dos vulcões a sua volta. Os povoados são interligados pela estrada que chegamos, mas é bem mais interessante cruzar a lagoa de barco de um vilarejo para outro. As embarcações são baratas e funcionam ate às 5 da tarde. Nossos dias neste centro holístico foram de descanso e contato com a natureza.

Vista Vulcão São Pedro Vista Vulcão São Pedro
       
       
       
       
       

 

 





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